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Aeromodelos / FPV / Reviews

REVIEW e TESTE de VÔO Reptile S670

REVIEW e TESTE de VÔO Reptile S670

As asas voadoras estão voltando com força para o mercado, e a Reptile S670 é um dos modelos mais bacanas que já tive a oportunidade de testar.

Já ao retirar ela da caixa fica fácil ver que se trata de um produto bem projetado, com material de boa qualidade e muitas peças para serem montadas. Aliás esqueça as asinhas plug and play da ZOHD (outra excelente marca) a Reptile S670 vem totalmente desmontada e você precisará colocar em prática um pouco dos seus dons construtivos para tirar ela do chão, mas nada que chegue a fazer você perder noites de sono. Ou talvez faça, mas para terminar mais rápido 😉

Para comprar ou saber mais a respeito a Reptile S670, clique aqui.

Reptile S670

Reptile S670

Montagem da Reptile S670

Quem já está acostumado com construções de aeromodelos e kits de asas não vai ter grandes dificuldades com a montagem, talvez uma dúvida ou outra que poderão ser sanadas com uma rápida olhada no manual que acompanha o produto. E olha que ele se resume a uma folha A3 frente e verso, e nada mais. Mas a montagem merece alguns cuidados.

O primeiro deles diz respeito à colagem das partes da aeronave. A cola epoxy não adere bem à superfície brilhante do EPP, e portanto é imprescindível que se lixe a superfície antes de realizar a colagem. Essa aliás não é uma dica apenas para este modelo mas para qualquer kit feito deste material. Mas tomado este cuidado tudo deve correr muito bem.

O segundo deles é sobre a linkagem. O KIT vem com horns do tipo auto travante, que num primeiro momento parecem segurar tudo no lugar, mas que podem se soltar em aterrissagens mais bruscas ou acidentes. O ideal então é reforçar a fixação com um pouco de epoxi também.

Horn auto-travante

Horn auto-travante

O terceiro fica por conta da fixação das asas, feita por velcros na parte inferior da asa. Não que o sistema não funcione, ele funciona muito bem como um substituto de parafusos e no sentido de dispensar ferramentas para montagem e desmontagem, mas da forma como vem colado de fábrica pode se soltar, então teste sua asinha puxando o velcro e avaliando a resistência da cola de fábrica. Se precisar, arranque tudo, tire a cola velha e cole tudo novamente.

O quarto ponto fica por conta da posição dedicada ao suporte da bateria, que fica muito para trás se você não for utilizar uma câmera HD adicional. Pode ser até que com uma bateria maior não ocorra, mas com uma 3S de 1300 eu tive que deixar ela bem mais pra frente para obter um bom CG, ficando presa pela parte de trás com o velcro de fixação. Se sua ideia for utilizar uma Gopro ou similar, então a posição da bateria atende perfeitamente.

Reptile S670

Reptile S670

De resto, não devem surgir imprevistos durante a construção. O espaço interno é suficiente para uma bateria de até 1500mAH, receptor, controladora, VTX e câmera, sendo que a tampa superior já vem com o “furinho” para a antena. Algumas pessoas, aliás, preferem  montar a antena e o VTX na ponta de uma das asas, e o receptor de rádio na ponta da outra, para deixá-los o mais distantes possível, e isso pode ser feito na Reptile S670 também, mas no meu caso optei pela configuração original mesmo.

Reptile S670

Reptile S670

Peso final, sem a bateria: 340g

As partes e peças que vêm com o KIT

Nesta versão que recebi, chamada de PNP (plug’n play) já vem tudo que é necessário para fazer a Reptile S670 voar, com excessão da parte do FPV (câmera e transmissor de vídeo). Existe outra versão, chamada de KIT, que vem apenas com as partes mecânicas, ficando o comprador responsável por comprar as peças à parte. Esta versão KIT é recomendada apenas para quem já tem todas as peças ou para quem tem experiência suficiente para dimensionar outras configurações que considere melhores que a original de fábrica. Se você não se encaixa em algum destes dois casos, opte pela versão PNP e não corra riscos.

  • Acompanha a asa:
  • Motor 2205 de 2300KV
  • ESC de 30A
  • 2x servos de 9 gramas
  • 2x hélices 6045 bipás
  • 2x longarinas principais de carbono com guias
  • 2x longarinas auxiliares de carbono com guias
  • 2x reforço de carbono para elevons
  • 1x montante de motor
  • 1x suporte para bateria
  • 2x linkagens e horns
  • 2x tampas (1 com suporte para câmera HD e outra sem)
  • Fios e cabos

O vôo

Para o vôo de estreia não utilizei uma câmera HD, apenas a câmera piloto, embora sempre faça primeiros vôos em terceira pessoa. Acelerei em cerca de 70% e pedi a um amigo que arremessasse em um ângulo de uns 30 graus. Após a decolagem foi possível manter um vôo estável com bem menos aceleração. Creio que uns 30%, aumentando um pouco nas curvas com vento de popa.

Vôo Reptile S670

Vôo Reptile S670

Em relação à posição neutra dos elevons, após a decolagem tive que “cabrar” todo o subtrim do profundor para que ela fizesse um vôo nivelado, então para quem for construir, já pode deixar os elevons um pouquinho cabrados para evitar este probleminha. Resolvido isso não tive quaisquer outros problemas já que a asa não ficou com qualquer tipo de tendência, e o único susto ficou por conta do primeiro looping durante o qual por algum motivo eu cortei o acelerador e ela veio ao chão. Foi apenas uma das 3 ou 4 quedas e pousos duros que ela sofreu até agora e segue sem um arranhão sequer. Ponto para a qualidade do material.

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Prós e Contras

Prós

  • Semi-asas desmontáveis
  • Placa estabilizadora
  • Potência condizente
  • Resistência a quedas

Contras

  • Baia da bateria muito pra trás, o que dificulta o acerto do CG quando não há uma câmera HD instalada
  • Velcros de fixação das asas podem soltar, e devem ser revisados
  • Horns de comando dos ailerons podem soltar, e devem ser revisados

Conclusão

Para quem não gosta de construções e montagens pode parecer um pouco babaca a ideia de comprar um KIT e ter que montar ele todo, e de fato para estes existem opções mais práticas como os ZOHD Orbit e ZOHD Dart, que saem de dentro da caixa praticamente prontos pra voar, mas a vantagem de modelos como a Reptile S670 é justamente permitir ajustes e melhorias “ao gosto do freguês”, e obviamente, a manutenção de um produto montado por você se torna muito mais fácil do que a de um produto comprado pronto, afinal, você sabe “o que tem dentro”.

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