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Hubsan ZINO traz recursos sofisticados e preço acessível

Hubsan ZINO traz recursos sofisticados e preço acessível

Me pediram pra falar sobre o Hubsan ZINO, então como eu não conhecia fui pesquisar e confesso que achei tão interessante que de fato valia a pena falar um pouco sobre ele.

Você pode comprar ou saber mais sobre o Hubsan ZINO nos seguintes locais:

E pra falar do Hubsan ZINO mais uma vez vou ter que morder minha linguá e falar sobre drones de sites de crowdfunding, ou seja, ideias de drones que são publicadas em sites de financiamento coletivo como o Kickstarter e o Indiegogo e cuja produção é financiada (ou não) pela comunidade em troca de recompensas que podem ir desde um muito obrigado no site da empresa até uma ou mais unidades do produto quando (e se) for finalizado. Isso depende de quanto dinheiro o apoiador decidiu investir no projeto e é um dos aspectos que fazem do crowdfunding algo tão democrático.

Mas o que tem a ver sites de crowdfunding com este lançamento da Hubsan? É que curiosamente a Hubsan resolveu desenvolver o ZINO justamente numa desses sites, mais especificamente, no Indiegogo.  E por que isso é tão curioso? Bom porque a Hubsan não é nenhuma startup, é uma empresa bem conhecida com anos de mercado e que já lançou alguns sucessos de vendas como o H107L e o H501S, dois excelentes produtos de dois segmentos diferentes. Claro ambos na categoria de brinquedo.

Mas como saber o que é brinquedo e o que não é? Bom, embora não tenha uma teoria específica pra respaldar essa classificação, não é tão difícil assim perceber quando os propósitos do produto não são tão ambiciosos assim. E até podemos nos aprofundar nesta questão futuramente mas esse artigo aqui é pra falar do Hubsan ZINO, que surge com o propósito de ser uma alternativa econômica e séria a drones como o DJI Mavic e Parrot Anafi, ou seja, drones dobráveis e com boa capacidade de geração de imagens.

A Hubsan

E é claro que antes de mais nada teremos que ver se o que está sendo prometido vai ser realmente entregue, pois estamos falando, repito, de um projeto de crowdfunding, onde os apoiadores – ou compradores – só vão saber se o produto adquirido realmente atende a todos os requisitos prometidos muito tempo depois de terem pago por ele. E verdade seja dita, não é exatamente uma coisa rara ver estes projetos darem problema, basta citar exemplos como o Lily, que nunca foi finalizado mesmo após arrecadar milhões de apoiadores e investidores e também do quase homônimo ZANO, que também levantou mais de 3 milhões de dólares e nunca foi entregue.

Mas desta vez não estamos falando de nenhuma empresa desconhecida da China ou de alguma startup da Califórnia, estamos falando da Hubsan, uma empresa que chegou ao mercado lá por 2012 com o clássico H107L que deve ter vendido algumas centenas de milhares de unidades e que depois disso passou a emendar um lançamento em outro, muitas vezes sem grandes diferenças entre eles mas sempre oferecendo um bom padrão de qualidade e sempre vendendo muito bem.

Por que financiamento coletivo?

E isso nos leva então a uma pergunta bem óbvia. Por que uma empresa relativamente bem sucedida como a Hubsan precisa recorrer a um projeto de financiamento coletivo para produzir um drone? Será que ela não tem condições de fazer isso com recursos próprios?

Bom, eu consigo imaginar 4 possíveis respostas para esta pergunta. Todas podem estar erradas, mas tentei organizar elas da menos provável para a mais provável.

1. Ela não tem o dinheiro necessário. Uma coisa que observamos nos modelos da Hubsan é que eles são todos meio parecidos. Uns são um pouco maiores, outros menores, uns tem motores brushless, outros coreless, uns tem GPS, outros não, uns tem uma telinha embutida no rádio, outros não. Mas em essência são todos muito parecidos, e ficar desenvolvendo variações do mesmo produto desse jeito não me parece ser algo realmente caro, então pode ser que essa mudança de patamar esteja um pouco além do que eles estão dispostos a gastar.

2. É uma jogada de marketing. Quando tu lança um produto tu precisa divulgar esse produto, fazer com que as pessoas conheçam ele, o potencial dele, os diferenciais dele frente à concorrência e explique por que faria sentido que elas comprassem o teu produto e não os da concorrência. E neste sentido fazer uma campanha de financiamento coletivo poderia gerar a divulgação espontânea necessária para desempenhar esta tarefa, economizando uma grana importante que poderia ser investida em P&D ou então simplesmente economizada.

3. Ela quer testar o mercado antes de investir pesado em produtos diferentes. Para uma empresa acostumada a lançar produtos bastante semelhantes entre sí e, consequentemente, com clientes acostumados ao que a empresa tem lhes oferecido ha anos, pode ser um pouco arriscado investir pesado em inovação sem ter a certeza de que o mercado vai realmente entender a proposta e aceitar a mudança. E olhando por este lado realmente faz sentido conduzir o desenvolvimento deste produto em um site como o Indiegogo, que permite trocar informações com os interessados e também medir o tamanho do interesse deles pelo produto.

4. Ela quer que os compradores participem do desenvolvimento. Bom, esta eu deixei como a mais provável pois no site do projeto a Hubsan alega exatamente isso, que “Um produto nunca poderá ser uma grande invenção se perder a habilidade de ser universal devido a problemas de usabilidade e preço. Nós queremos oferecer o melhor custo x benefício.”

Essa é a alternativa mais provável por ser a oficial, mas é claro que não necessariamente é a verdade, mas enfim.

Por falar em atender as expectativas do público, no momento em que gravei este vídeo faltavam 14 dias para o término da campanha e o projeto contava com apenas 41 apoiadores de um número estimado de 500, então talvez a estratégia esteja enfrentando alguns problemas. Mas por que?

Bom, vamos entender um pouco sobre o drone. Qual a ideia?

O Hubsan ZINO

Fazer um drone portátil, dobrável, com gps, alcance de cerca de 1Km, autonomia de 23 minutos, velocidade máxima de 30Km/h, câmera 4K com estabilização em 3 eixos e alguns modos de vôo automáticos, tudo isso por 299 dolares.

Agora faz uma pausa na leitura e reflete um pouco. Faz sentido tentar vender em 2018 uma câmera voadora com tecnologia similar a de um Phantom 3 standard, um drone de 2015?

Agora que você já refletiu, vamos parar pra pensar o seguinte. Olha o portfólio de produtos da DJI. Qual o drone mais barato à venda hoje? É o Spark. Qual o valor? U$399. Mas esse valor é sem o rádio. Para que ele seja realmente útil vamos comprar o rádio junto por mais U$119, o que dá um total de U$518 dolares. Isso por um drone que consegue se manter no ar por cerca de 10 minutos, não filma em 4K e nem tem gimbal de 3 eixos.

Câmera do Hubsan ZINO

Pra filmar em 4K e dispor de gimbal de 3 eixos e alguns minutos a mais de autonomia precisamos pular pro Mavic Air, que custa U$799 e é considerado pela empresa um drone de entrada também.

Mas como um drone de entrada consegue ser tão caro? Não é só a grife. Parece que a DJI anda tão preocupada com sua política de evolução técnica extrema que optou por negligenciar uma boa fatia de consumidores. Quer ver? Que que eu compro se eu quiser pagar apenas por um drone confiável que voe bem, que tenha boa qualidade de filmagem e boa autonomia, mas sem ter que pagar por sensores de obstáculos que não servem pra nada na maior parte do tempo e nem pelo hardware caríssimo necessário para suportar modos de vôo cada vez mais excêntricos?

A resposta é: Mi Drone, que tem características que lembram bastante as do Phantom 3, vende feito água, e quem tem não troca por um DJI porque ele é cerca de 200 dolares mais barato que o Mavic Air.

Aliás esse negócio vende tanto que ele é talvez hoje o único drone na linha dos DJI que se precisar de peças de reposição vai encontrar no Mercado Livre.

DJI usado ou HUBSAN novo?

Se a Hubsan fizer um drone realmente capaz de estabilizar a imagem com a mesma desenvoltura de um Mi Drone ou de um DJI, se o vídeo 4K tiver uma taxa de bits compatível, se a operação dele for simples, e ele se mostrar confiável, então estamos falando de um Phantom 3 ou de um Mi Drone portátil, com o respaldo de uma marca conhecida por trás e de um preço competitivo.

E aí ele tem tudo pra conquistar a preferência de consumidores que hoje optam por comprar drones de segunda mão.

E isso é uma coisa importante por causa do seguinte.

Se as pessoas pararem de comprar drones de segunda mão pra comprar drones novos, vai ter menos compradores para drones de segunda mão.

Pela lógica, o que vai acontecer com os Phantons, Mavics e Sparks usados? Se tem menos compradores pra eles é claro que o preço deles vai cair e pra resumir isso significa que os drones mais sofisticados terão um potencial de desvalorização maior, e como ninguém gosta de investir em coisas que desvalorizam rápido, isso pode acabar se refletindo de alguma forma em números.

E é por isso que eu costumo dizer que mesmo tendo méritos sobre sua situação de liderança no mercado hoje, a DJI deve uma parcela disso à concorrência que, com raras exceções, sempre foi incapaz de atender de forma satisfatória esse público que só quer um drone de boa qualidade mas sem tantos efeitos especiais caros.

E um exemplo dessa incapacidade é a Parrot, que tá tentando emplacar o Anafi, que é um excelente equipamento mas custa quase o mesmo que o concorrente e, sendo similar em preço e recursos, quem abriria mão do certo para ficar com o incerto?

E por falar em incerteza, este não parece ser o caso do ZANO já que a Hubsan se comprometeu a entregar um ZANO a todos os apoiadores, mesmo que o projeto não alcance a meta de arrecadação estipulada em cerca de U$150.000. Então isso ao menos tira uma variável da equação. O drone vai ser entregue. Resta conferir o que será entregue e talvez tenhamos mais um dronezinho bom e barato pra indicar para os amigos.

Você pode comprar ou saber mais sobre o Hubsan ZINO nos seguintes locais:

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